tecnologia – mpress https://teste25.mpress.com.br Thu, 15 Jun 2023 15:00:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.1 https://teste25.mpress.com.br/wp-content/uploads/2024/05/favicon.png tecnologia – mpress https://teste25.mpress.com.br 32 32 Educação inclusiva: a tecnologia como agente da mudança https://teste25.mpress.com.br/educacao-inclusiva-a-tecnologia-como-agente-da-mudanca/ https://teste25.mpress.com.br/educacao-inclusiva-a-tecnologia-como-agente-da-mudanca/?noamp=mobile#respond Thu, 15 Jun 2023 15:00:06 +0000 https://mpress.com.br/?p=2869 Compreenda como a impressão digital e a serigrafia personalizadas contribuem para a educação inclusiva e o acesso ao saber. A educação inclusiva tem ganhado cada vez mais destaque no Brasil, sendo impulsionada pela promulgação da Lei n° 13.146, em 2015, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (PCD). Essa legislação trouxe avanços […]

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Compreenda como a impressão digital e a serigrafia personalizadas contribuem para a educação inclusiva e o acesso ao saber.

A educação inclusiva tem ganhado cada vez mais destaque no Brasil, sendo impulsionada pela promulgação da Lei n° 13.146, em 2015, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (PCD).

Essa legislação trouxe avanços significativos ao garantir o direito à educação para todos, independentemente de suas limitações.

De acordo com dados recentes do Censo Escolar 2022, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), o número de matrículas de alunos com deficiência no ensino médio cresceu impressionantes 633,48% desde 2010, saltando de 27.695 para 203.138 em 2022.

Tal expansão evidencia o papel fundamental da tecnologia como agente de mudança na promoção da educação inclusiva. Afinal, os novos recursos geram oportunidades igualitárias de aprendizado para todos os estudantes.

Recursos como softwares adaptativos, dispositivos de acessibilidade e plataformas de ensino online têm contribuído para superar barreiras. A partir deles, é facilitada a participação plena das PCDs no ambiente educacional.

A impressão digital e a serigrafia também podem contribuir para a evolução da educação inclusiva. Continue a leitura e saiba mais sobre o assunto!

O que é educação inclusiva? Entendendo o conceito

A educação inclusiva é um conceito que se refere à prática de oferecer oportunidades educacionais igualitárias a todos os estudantes, independentemente de suas diferenças e limitações.

É um modelo educacional que busca eliminar barreiras físicas, sociais e pedagógicas, garantindo o pleno acesso, participação e aprendizado de todos os alunos. Isso inclui as pessoas com deficiência, com necessidades especiais ou com dificuldades de aprendizagem.

Investir em educação inclusiva é de extrema relevância para as escolas, faculdades e outras instituições de ensino, pois promove a equidade e a valorização da diversidade no ambiente educacional.

Ao adotar práticas inclusivas, as instituições contribuem para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos os indivíduos têm a oportunidade de desenvolver plenamente suas habilidades e talentos.

Além disso, a educação inclusiva proporciona benefícios não apenas para os alunos com deficiência, mas também para os demais estudantes, promovendo a empatia, a compreensão e o respeito às diferenças.

Cabe lembrar ainda que a educação inclusiva está diretamente relacionada com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, da Organização das Nações Unidas (ONU).

O ODS 4 diz que os países comprometidos com a sustentabilidade devem assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade. Além disso, precisam promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

Ou seja, esse é um tema que precisa despertar o interesse dos governos, das empresas privadas, dos professores, dos pais de crianças e adolescentes com deficiência e dos próprios PCDs.

A tecnologia como agente da mudança na educação inclusiva

As tecnologias desempenham um papel fundamental na promoção da educação inclusiva. Elas oferecem recursos e ferramentas que facilitam o aprendizado e a participação de pessoas com diferentes necessidades especiais.

Para aqueles com dificuldade de locomoção, por exemplo, dispositivos como cadeiras de rodas motorizadas e exoesqueletos permitem o acesso físico às instituições educacionais.

Já para pessoas surdas, tecnologias como legendas automáticas em vídeos e intérpretes virtuais de Libras são recursos que garantem o acesso à informação e à comunicação.

Da mesma forma, para os cegos, existem softwares de leitura de tela e impressão em Braille, além de mapas táteis e dispositivos de navegação por meio de sensores.

Lembramos ainda que a tecnologia possibilita o empoderamento das pessoas com deficiência ao fornecer acesso a conhecimento e oportunidades educacionais.

A partir da educação inclusiva, esses indivíduos têm acesso a uma formação acadêmica de qualidade, o que contribui para melhorar sua qualidade de vida, autoconfiança e independência.

Além disso, com uma educação inclusiva e o domínio de habilidades tecnológicas, as pessoas com deficiência têm maior capacidade de ingressar no mercado de trabalho.

Ou seja, elas passam a poder disputar e ocupar posições de destaque nas empresas, contribuindo de maneira significativa para a sociedade.

Exemplos de dispositivos e aplicações tecnológicas para a educação inclusiva

Existem diversos dispositivos e aplicações tecnológicas que desempenham um papel importante na promoção da educação inclusiva.

Alguns exemplos notáveis são:

DOSVOX

O DOSVOX é um sistema para microcomputadores da linha PC que utiliza síntese de voz para se comunicar com o usuário.

Ele permite que pessoas com deficiência visual utilizem computadores de forma independente, facilitando o estudo e o trabalho.

Classic Tobii Gaze Interaction Software

Esse software, combinado com o rastreador ocular Tobii Dynavox, permite operar o computador utilizando o movimento dos olhos.

Com recursos como Emulador de Mouse e Gaze Selection, oferece acesso tranquilo e ergonômico ao computador, especialmente útil para pessoas com dificuldades motoras.

Rybená

Trata-se de um aplicativo que auxilia pessoas surdas, por meio de seu tradutor de Libras.

Além do mais, o aplicativo também permite que pessoas cegas tenham acesso às mensagens inseridas na plataforma por meio de leitura.

TiX

O TiX é um recurso inovador que proporciona autonomia a pessoas com limitações motoras, permitindo que elas controlem qualquer computador.

Com apenas onze teclas sensíveis ao toque, podendo ser acionadas até mesmo pelo piscar dos olhos, o TiX oferece funções de teclado e mouse com total acessibilidade.

Assim, o TiX promove a inclusão escolar e reabilitação que possibilita o desenvolvimento motor e cognitivo de alunos e pacientes com deficiências físicas e intelectuais.

Esses dispositivos e aplicações tecnológicas ilustram como a tecnologia pode ser adaptada para atender às necessidades específicas de estudantes com deficiência. Elas contribuem para que todos tenham a oportunidade de estudar e se desenvolver como cidadãos.

Soluções de impressão digital e serigrafia para a educação inclusiva

A utilização de tecnologias de impressão digital e serigrafia, como teclados de membrana adaptados para controles e outros dispositivos, desempenha um papel importante na facilitação da comunicação e do aprendizado de PCDs.

Na serigrafia, por exemplo, podem ser fabricados painéis e teclados de membrana. Já no campo da impressão digital podem ser produzidos painéis e etiquetas técnicas ou de instrução.

No que se refere aos painéis, eles podem ser impressos com teclas maiores e com letras de alto contraste. Outra possibilidade é que eles recebam relevo nas teclas, visando atender as necessidades individuais de pessoas com dificuldades motoras ou baixa visão.

A MPRESS está pronta para assumir esse desafio e contribuir para que a educação inclusiva se desenvolva ainda mais. Afinal, nós acreditamos no poder transformador do saber na vida das pessoas!

Você tem algum projeto de educação inclusiva e está em busca de soluções em serigrafia e impressão digital? Então, entre em contato conosco! Estamos à sua disposição.

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Mercado de semicondutores no Brasil: como atender a demanda local? https://teste25.mpress.com.br/mercado-de-semicondutores-no-brasil-como-atender-a-demanda-local/ Tue, 05 Jul 2022 20:00:33 +0000 https://mpress.com.br/?p=1403 A alta demanda do mercado de semicondutores no Brasil vai de encontro à baixa produção interna. Como resolver o problema e evitar crises futuras?

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A crise global que afeta a indústria eletrônica também atingiu o mercado de semicondutores no Brasil. Afinal, esses componentes são essenciais para a fabrição de uma diversa gama de produtos. E por isso, muitas empresas brasileiras que trabalham com tecnologia e produtos eletroeletrônicos vem sofrendo as consequências da escassez dos chips no mercado mundial.

No entanto, resolver a situação é uma tarefa bastante complexa. Diante da dependência do mercado externo, muitos países iniciaram uma corrida para começar sua própria produção. Inclusive o Brasil, que já conta com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) desde 2007.

Com diversos projetos de pesquisa em andamento, universidades apostam na inovação para que o mercado brasileiro de semicondutores avance. O Governo Federal também está propondo alternativas.

Foi publicado recentemente na página do Ministério da Economia um plano de ação. O objetivo é trazer um diagnóstico da oferta de semicondutores, propondo medidas para ampliar a disponibilidade desses componentes.

Neste artigo, vamos trazer alguns dados sobre a posição do Brasil no mercado de semicondutores e quais alternativas podem ser viáveis para atender a demanda local. Confira!

Mercado de semicondutores: como o Brasil está posicionado?

De todos os semicondutores consumidos no Brasil, apenas 10% são produzidos internamente. A maior parte deles é utilizada na pecuária e na identificação de passaportes. Ou seja, a oferta brasileira no mercado de semicondutores é ínfima, deixando o país totalmente dependente do mercado externo. 

A única fábrica brasileira fica localizada em Porto Alegre (RS) e foi criada para induzir o desenvolvimento do setor. Contudo, ao invés de incentivos, a empresa que foi estatizada em 2008, está sendo liquidada. O que significa deixar o país ainda mais atrás na corrida para atender a demanda interna de semicondutores.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi), o mercado brasileiro já conta com 20 empresas em operação. Elas fornecem produtos e serviços que vão desde o design até o encapsulamento de componentes. 

Porém, a demanda do mercado brasileiro é grande. Com a crise dos chips, só no ano passado, o Brasil deixou de produzir 345 mil automóveis. Para 2022, a previsão é de uma perda global de cerca de 8 milhões de carros. No Brasil, os quatro primeiros meses do ano já tiveram um déficit de 100 mil unidades nas montadoras locais.

E uma vez que somente 10% da demanda interna é produzida aqui e destinada a outros fins, podemos concluir que praticamente todos os semicondutores utilizados no Brasil pela indústria automotiva e de eletroeletrônicos são importados. 

Quais as alternativas do mercado brasileiro para evitar novas crises no setor?

Na direção oposta ao desmonte da única fábrica brasileira de semicondutores, o Governo Federal anunciou a publicação de uma medida provisória criando o programa “Brasil Semicondutores”. A proposta é atrair grandes fabricantes de chips ao país, além de empresas de tecnologia como o 5G.

Contudo, ainda há um longo caminho a ser percorrido. No curto e médio prazo, a demanda local ainda será totalmente dependente do mercado externo. Cabe às empresas driblar a crise, cada uma a seu modo.

Seja encontrando alternativas para mudança nos projetos, como é o caso de algumas montadoras. Ou negociando prazos de entrega, como mostramos neste artigo o que algumas fábricas, inclusive a MPRESS, estão fazendo.

Expectativa versus Realidade

O custo extremamente elevado para implementação de uma fábrica desse nível e as dificuldades de investimento do setor público são uma barreira a ser enfrentada. 

Especialistas afirmam que o Brasil não possui os requisitos necessários para atrair uma fábrica de semicondutores. Um dos problemas é a falta de mão de obra qualificada necessária para esse tipo de empreendimento. Isso afasta a ideia das fabricantes de se instalar por aqui.

Além disso, a demanda na América Latina é baixa, comparada com Europa, EUA e Ásia, onde se concentram as maiores fabricantes de eletrônicos do mundo. Isso traria uma grande dificuldade de competição com os mercados maiores. Dificultada também pela política de exportação de produtos de alto valor.

Ou seja, demoraria muito para o Brasil obtivesse um retorno para o alto investimento realizado. O que torna os projetos aparentemente inviáveis.

Espera-se, contudo, que os programas de incentivo possam reverter a situação, ao menos para que o Brasil possa se tornar autossuficinte no mercado de semicondutores. Ou, de algum modo, menos dependente das importações.

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Futuro do mercado de semicondutores: como atender a demanda global? https://teste25.mpress.com.br/futuro-do-mercado-de-semicondutores-como-atender-a-demanda-global/ Thu, 30 Jun 2022 12:53:23 +0000 https://mpress.com.br/?p=1335 A crise dos semicondutores acendeu um alerta para a indústria eletrônica, que busca alternativas para um futuro menos dependente.

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A crise global na indústria eletrônica decorrente da escassez de semicondutores no mercado tem sido bastante noticiada. Sobretudo por conta das OEM (Original Equipment Manufacturer, em português ‘fabricante do equipamento original’) automotivas. 

Isso porque a indústria automobilística foi a mais afetada pela crise dos chips. Que teve origem em diversos eventos adversos na Ásia e se agravou com o prolongamento da pandemia. 

Contudo, outros fatores contribuem para o problema. As fabricantes de semicondutores estão enfrentando um aumento da complexidade do design desses produtos. E também a falta de profissionais capacitados para atuar nesse mercado. Somados aos problemas relacionados à pandemia, é inevitável a interrupção dentro de uma cadea de suprimentos complexa, que conecta todos os envolvidos, mesmo em diferentes mercados. 

Neste artigo, falamos sobre o futuro do mercado de semicondutores e quais alternativas já existem para atender a demanda global. Confira!

Mercado de semicondutores: que alternativas as empresas estão encontrando para driblar a escassez?

Diante da alta demanda por semicondutores, que vai de encontro à escassez do produto no mercado, as indústrias buscam novas soluções. Uma das alternativas de grandes empresas de tecnologia e de gigantes automotivas foi modificar o design dos chips internamente. 

Desviando-se dos pedidos típicos, outra solução encontrada foi pedir mais chips do que o necessário. Desse modo, constroem um estoque e garantem algumas reservas. Porém, no curto prazo essa prática aumentou a lacuna entre oferta e demanda. Consequentemente, quem não pode garantir suas reservas, ficou ainda mais prejudicado.

Nesse sentido, as fabricantes de semicondutores podem considerar um alinhamento da demanda com a capacidade de produção. Isso poderia ser feito através de contratos onde as empresas compradoras aceitem uma certa quantidade ou tenham de pagar uma taxa caso recusem a oferta. Contudo, essa é uma tendência que pode gerar implicações para o mercado.

Mas como é possível perceber, tais saídas são meros paliativos. Ou seja, não resolvem o problema em definitivo e não atendem as necessidades de modo abrangente. Indústrias menores seguem prejudicadas e sem muitas alternativas, além de negociar prazos com os clientes. Isso sem contar o aumento dos custos, que precisam ser repassados.

Portanto, quais as alternativas podem ser consideradas de modo concreto? Vejamos a seguir:

Atuar de forma colaborativa

A formação de parcerias tende a fortalecer e expandir a base de clientes. Isso porque, cada vez mais, as indústrias exigem o desenvolvimento de soluções específicas. E mesmo que as fabricantes de semicondutores devam trabalhar para atender a demanda de pedidos, atuar de forma colaborativa para atender requisitos personalizados pode apontar caminhos para nichos industriais de crescimento elevado.

Manter-se ágil e responsivo frente às mudanças globais

Os fabricantes de semicondutores precisam identificar e reconhecer a transformação na cadeia de suprimentos. Essas mudanças ocorrem a partir da diversificação do comércio global. Sobretudo pelas tecnologias cada vez mais inovadoras.

Diante desse cenário, vários fabricantes já estão explorando a diversificação, pois assim podem contar com mais de um fornecedor.

Outro ponto a destacar é o fortalecimento das estratégias de preços, especialmente nos setores automotivo e industrial. Uma vez que a escassez de semicondutores pode se tornar o “novo normal”, as empresas seriam beneficiadas se planejassem cuidadosamente a alocação de estoque e as estratégias de preços mais justos.

Adotar novas tecnologias

Conforme aponta a Lei de Moore, a inovação deve ser contínua. E por isso, avanços adicionais através de novas arquiteturas de design precisam ser viabilizados. Entre as opções, está a combinação de matérias para fabricação de semicondutores, como carbeto de silício e nitreto de gálio. Além de ser uma saída para a produção, os semicondutores combinados apresentam desempenho superior aos fabricados com silício tradicional.

Como exemplo, está a Tesla, que conseguiu driblar a crise vendendo ainda mais carros elétricos. Isso é possível graças aos softwares, que permitem a troca de semicondutores comuns por outros “menos conhecidos”, conforme divulgado na imprensa.

Como o silício pode dar lugar a outros materiais na fabricação de semicondutores?

O silício é a matéria-prima básica da fabricação de semicondutores. Depois do oxigênio, é o elemento mais abundante encontrado na crosta terrestre. E quase sempre aparece composto com outros elementos.

O motivo pelos quais o silício é utilizado em componentes eletrônicos, se deve ao fato de que seus compostos possuem uma ampla variedade de propriedades úteis e podem se ligar firmemente a outros átomos, criando arranjos complexos.

Mas apesar de ser muito abundante, existe uma limitação para o uso do silício na fabricação dos semicondutores diante da demanda global. E com isso, novas opções estão sendo buscadas pela indústria.

A IBM foi quem deu o primeiro passo rumo à substituição do silício. Há alguns anos, a empresa iniciou um trabalho com nanotubos de carbono. Atualmente, outras fabricantes já seguem a mesma linha, buscando vencer as limitações, principalmente em decorrência da crise.

De acordo com as simulações já realizadas, um nanotubo de carbono pode ser até cinco vezes mais rápido que um de silício. E utilizando a mesma quantidade de energia.

A Intel é outro exemplo de empresa que busca uma saída para o uso do silício em seus produtos. Recentemente, a fabricante de processadores apontou o semicondutor lll-V como substituto mais provável para o silício na indústria tecnológica.

Brasileira está entre pesquisadores que descobriram componente alternativo ao silício

Pesquisadores da universidade de Utrecht, na Holanda, que tem uma brasileira entre eles, desenvolveram um estudo onde o telureto de mercúrio (derivado do telúrio e do mercúrio), pode ser mais eficiente que o grafeno para substituir o silício.

De acordo com a professora do instituto de física teórica Cristiane Morais Smith, a descoberta é considerada o “Santo Graal dos materiais”. Isso se deve ao fato de que o telureto de mercúrio reúne características de alta condutividade. Além de ser, ao mesmo tempo, isolante e condutor. Desse modo, o material descoberto pode ser revolucionário na computação quântica, aumentando ainda mais a potência das máquinas.

Assim, com as novas descobertas decorrentes de uma constante evolução tecnológica, a ideia de que o silício tende a ficar para trás se torna mais real. E mesmo que ele continue sendo uma das substâncias mais importantes para a tecnologia, e seu uso ainda seja feito em larga escala, é muito positivo que existam alternativas num mercado cada vez mais crescente.

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Crise na indústria eletrônica: a experiência das empresas do setor https://teste25.mpress.com.br/crise-global-na-industria-eletronica-saiba-mais-sobre-os-obstaculos-que-impedem-a-produtividade/ Mon, 20 Jun 2022 18:00:28 +0000 https://mpress.com.br/?p=1253 Veja como as empresas estão enfrentando o cenário global de crise na indústria eletrônica, por conta da escassez de componentes essenciais.

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Já é consenso que a pandemia de Covid-19 afetou diversos setores da economia, direta e indiretamente. E mesmo após dois anos, os reflexos ainda são sentidos, a exemplo da crise na indústria eletrônica.

No entanto, outros fatores contribuíram para o prolongamento dessa crise. Isso porque uma série de componentes eletrônicos importantes para a indústria tem sua produção concentrada em países asiáticos.

Além da pandemia, a falta de chuvas ocorrida em Taiwan durante o ano de 2020 também contribuiu para um desequilíbrio na oferta do produto. Junto a isso, uma das maiores fábricas de semicondutores do Japão sofreu um incêndio em 2021. Nesse incidente, 30% da produção global das peças foi afetada.

Aqui no Brasil, diversas empresas também foram afetadas. Conversamos com alguns empresários que relataram como a crise na indústria eletrônica impactou os negócios. Confira!

Como a crise na indústria eletrônica afeta empresas brasileiras?

A indústria brasileira de eletrônicos é totalmente dependente do mercado externo, pois precisa importar toda a demanda de semicondutores. Como consequência, a falta de produtos, a demora nos prazos e os custos elevados prejudicam a produção, trazendo uma série de problemas para os fabricantes.

Para Carlos Guimaraes, da Huez Componentes, os principais desafios enfretados com a crise na indústria eletroetrônica tem a ver justamente com essa dependência das importações. A demora nas transferências de pagamento para o exportador, a lentidão e o alto custo do processo aduaneiro são alguns deles.

Além disso, as surpresas com a constante variação nos custos do transporte também são um problema. Todo o processo de importação, além de moroso, tem se tornado caro. O que reflete no valor do produto vendido ao consumidor final.

“Atualmente estamos enfrentando bastante problema para aquisição de componentes e peças importadas. Na parte dos componentes, o principal problema é a falta de itens e o preço elevado. Além da variação de preços e prazos, que é bastante grande. Alguns itens chegam a ter prazo de entrega de 52 semanas. E o preço (em dólar) chega a ser sete vezes maior do que o praticado anteriormente. Em relação às peças, o que tem pesado muito é o custo do frete. Ainda está muito acima dos valores praticados antes da pandemia”, relata Paulo Micco, engenheiro do Grupo Secon. A empresa desenvolve, produz e comercializa equipamentos de automação, controle e instrumentação.

Diante das dificuldades, as empresas tentam driblar a crise na indústria eletrônica. É o caso da Logmaster, fabricante de nobreaks. A saída encontrada foi suspender o desenvolvimento de novos produtos. Assim, o trabalho da equipe de engenharia está focado em alterar os projetos, substituindo peças que podem ser adquiridas com mais facilidade e com custos mais acessíveis.

“Os prazos de entrega estão sendo mais longos, porém estamos fazendo de tudo para que todas essas dificuldades não atinjam nossos clientes. Procuramos ter um diálogo mais direto com nossos clientes, para juntos programar melhor nossas entregas”, explica o diretor da empresa, Reginaldo Silva.

No entanto, um ponto em comum que afeta os fabricantes é o custo da produção. Por conta da escassez dos componentes, o preço dos produtos se tornou mais elevado. afetando também a MPRESS.

“Nossa produção é por demanda, desta forma nossas compras seguem o mesmo critério. No ano passado, iniciamos a negociação com fornecedores internacionais, o que nos permitiria um menor impacto no aumentos de custos, que já estavam se tornando realidade. Em questão de 10 meses, um único fornecedor realizou quatro reajustes. Em 2022 esse cenário mudou, não só os custos aumentaram como os prazos de entrega também. Uma consequência dos períodos anteriores de lockdown e dos impostos recentemente na China. Mas o relacionamento que temos com nossos clientes nos ajudou muito na negociação. Ajustamos prazos e lotes para que todos tivessem o menor impacto possível e fossem atendidos. Porém, o duplo, às vezes triplo custo com um único componente já é realidade. Temos itens parados aguardando container para embarque na China. Por conta da necessidade, foi preciso comprar de fornecedores nacionais que possuíam estoque. Internamente, já iniciamos estudos para manter os estoques desses e de outros componentes, assim como de matérias-primas. Uma precaução para futuros impactos”, explica Júlio Aguiar, diretor da MPRESS.

Expectativas para o fim da crise

No ano passado, um levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) mostrou que 70% das empresas do setor sofreram com a crise. Na época, a expectativa era de que tudo se normalizasse a partir do segundo semestre de 2022.

Contudo, além da pandemia e dos incidentes que contribuíram para a crise na indústria eletrônica, a guerra na Ucrânia também é um fator preocupante. Diante desse cenário incerto, a atual expectativa do mercado é de que a situação só se normalize em 2023.

Isso porque, ainda que Europa e América do Norte tenham se dado conta de sua dependência dos países asiáticos, e possivelmente vão buscar investimentos para corrigir essa deficiência, os custos para a montagem de uma fábrica desse tipo de produto é elevadíssimo. Nesse sentido, o fluxo normal de produção pode demorar ainda mais tempo.

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Novas tecnologias no agronegócio: a importância do apoio à pesquisa https://teste25.mpress.com.br/novas-tecnologias-no-agronegocio-a-importancia-do-apoio-a-pesquisa/ Thu, 02 Jun 2022 14:19:43 +0000 https://mpress.com.br/?p=1190 Veja como os investimentos de apoio à pesquisa em novas tecnologias no agronegócio são fundamentais para a constante inovação no campo.

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O apoio à pesquisa e inovação tem sido crucial para a implementação de novas tecnologias no agronegócio. O foco principal é obter maior controle na gestão da propriedade. E também um aumento da produtividade e redução de custos e desperdícios. Além disso, a implementação de processos mais sustentáveis são benefícios que a tecnologia proporciona ao produtor rural.

À medida que se desenvolvem sistemas e soluções capazes de beneficiar a agricultura, também cresce a necessidade de investimentos que possibilitem o avanço das pesquisas na área. E, consequentemente, a criação de ferramentas que acompanhem o processo evolutivo da tecnologia.

Além disso, o investimento em soluções sustentáveis é outra grande tendência no campo e que vêm ganhando força nos últimos anos.

Neste artigo, entenderemos como o apoio à pesquisa e inovação no campo é fundamental para a constante evolução do agronegócio digital. Acompanhe!

Novas frentes de inovação

O investimento em startups para desenvolver produtos e equipamentos de menor custo tem sido o objetivo de alguns pesquisadores. Através do conhecimento obtido em estudos na área, é possível criar ferramentas de menor custo para obter resultados mais precisos.

Um exemplo são sistemas de imagens combinados com inteligência artificial para auxiliar no processo de análise da qualidade de sementes. O estudo é realizado pela pesquisadora Clíssia Barboza da Silva, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP). O financiamento é da FAPESP, que possui um papel central no apoio às novas tecnologias no agronegócio.

O processo de análise da qualidade das sementes, tema do estudo, é exigido por lei. Hoje, ele é feito manualmente por analistas credenciados pelo Ministério da Agricultura.

Na pesquisa comandada por Silva, tecnologias baseadas em luz são utilizadas para obter imagens das sementes. Que, posteriormente, são analisadas e interpretadas com o uso de máquinas específicas para a tarefa. 

Dessa forma, os resultados são obtidos mais rápido. Enquanto as análises convencionais podem demorar semanas para ficar prontas.

Outro projeto que traz uma tecnologia disruptiva empregada na agricultura utiliza radares de precisão inteligente. O estudo é coordenado pelo professor Hugo Enrique Hernández Figueroa, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC-Unicamp).

Segundo Figueroa, o sistema de radar de abertura sintética (SAR) utilizado em drones traz diversas vantagens para a agricultura. Isso é possível graças à capacidade do equipamento de calcular vários parâmetros com alta precisão. Como por exemplo, os mapas de umidade, afundamento de solo, e de predição de biomassa acima do solo.

Importância do apoio à pesquisa de novas tecnologias no agronegócio

Conforme a Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), 67% das propriedades agrícolas brasileiras já possuem algum tipo de tecnologia. Um cenário muito diferente do que era visto há algumas décadas. Poucas propriedades rurais possuiam computadores e as máquinas ainda dependiam 100% do homem para manuseá-las.

Certamente, hoje ainda existem produtores resistentes às novas tecnologias no agronegócio. Sobretudo quando se trata de tradição, romper as barreiras do analógico para o digital é um grande desafio. Mas existe outro fator que pode atrasar o desenvolvimento do agro: a falta de apoio e incentivo à pesquisa. No entanto, esta é uma realidade que já está se transformando.

Felizmente, existem instituições de fomento, que vêm contribuindo para mudar esse cenário. Um exemplo é a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Muito mais ligada à indústria, a instituição tem atuado fortemente no agronegócio.

Ao longo de seis anos, a Embrapii já apoiou 126 projetos no setor agrícola. Tudo através de recursos não reembolsáveis, com investimento total de R$ 131 milhões. 

Incentivar a inovação no agronegócio nacional significa acompanhar a revolução tecnológica que está transformando a agricultura. Através do uso de tecnologia 4.0, é possível aumentar a qualidade da produção. E, ao mesmo tempo, reduzir perdas e custos da atividade. 

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